22 dezembro 2008

FELIZ NATAL










A cada dia escrevo uma nova poesia
Sem me importar se são belas ou triviais
Frutos de minha modesta inspiração e nostalgia
Lidas por olhos que quiçá verei jamais.
Sem o lirismo dos poetas consagrados
Falam da vida sonhos e esperanças
Buscam exaltar o amor imaculado
Feito criança...totalmente desarmado.
O tempo voa e um novo ano se anuncia
Da fé renovada renasce a alegria
Promessas de paz como nos olhos ternos de Maria
Me envolvo nos braços de minha amada poesia.
Abro meu coração amigo para vos desejar
Um mundo de paz, luz e bondade
O melhor que busquei sem jamais alcançar
Onde reine a certeza do amor e caridade.
Agradeço comovida a vossa amizade
As mensagens enviadas, a vontade de servir
Como hóstia consagrada a se dividir Feliz Ano Novo!!!

Obrigado por vocês existirem.!!

14 dezembro 2008

TRIZTEZA











Não era assim tanto... mas não cabia no meu peito.
Era mais que pranto com lágrimas e olhos vermelhos
Assim era o meu desespero, por despetalar o que fora inteiro
Era fronteira que dividia os sentidos...
E unificava os versos como música.
Ah! Se aquela estação fosse a última!
Se não houvesse tantas após...

Se o tempo não fosse meu próprio algoz
E a noite não findasse a minha loucura,
Então adormecia com o Sol menor e despertava com a Lua.
Seguia os áureos ventos que insinuavam as veredas
E eu era um peregrino das paisagens serenas,
Mas aproximava-se o temporal e o cataclismo.
Agora a brisa é vendaval, e ascensão é declínio.

Via o vão abissal que fragmentava a minha alma e
Eu já não o era imortal como imaginava...
Era assim como o palco vazio dum teatro.
E o meu espírito era monólogo e o... fim do primeiro ato!
Resta-me o império devastado e uma esperança em ruínas.
Que antes da noite chegar, tu me levarás da vida
Agora... sou constelação de uma estrela. Sei que não é o momento...

Mas desculpa-me a minha tristeza...

Gentilmente enviado ML